Comportamento, Em pauta

O sucesso do ‘West Coast Swing’ no Brasil

O West Coast Swing (WCS) é um ritmo dançado em linha, da família do swing, em que estão lindy hop, rock, jive e soltinho. “Tem a característica de ser uma dança com propriedade elástica, parece que o casal está dançando com um elástico os envolvendo”, diz o catarinense Guilherme Abilhoa, professor de danças de salão que, em 2007, trouxe o gênero para o Brasil e, este ano, levou aos EUA o que aprendeu, conquistando a primeira colocação em duas categorias do Swing Diego (Novice Pro-AM e do Novice Jack & Jill), mais importante evento voltado ao ritmo.

Há apenas quatro anos no Brasil, o WCS vem mostrando êxito entre os jovens, garantindo classes lotadas nos eventos em que é incluído, como recentemente no Baila Floripa, que pela segunda vez trouxe Jordan e Tatiana para ministrar aulas. Segundo Guilherme, um dos motivos do sucesso deste ritmo é a popularidade das canções que se empregam para dançar. “É a música que toca no rádio, na baladinha, então as pessoas acabam tendo uma identificação maior. São músicas com ritmo binário, comumente de gêneros como hip-hop, jazz, blues e R&B”, explica.

Guilherme Abilhôa e Aline Tombini | Foto: arquivo pessoal
Guilherme Abilhôa e Aline Tombini | Foto: arquivo pessoal

Há 13 anos envolvido com a dança de salão, Guilherme conta que seu primeiro contato com o west coast swing foi em agosto de 2006, quando começou a circular por email, entre os dançarinos de Florianópolis, o vídeo de uma apresentação dos expoentes mundiais no ritmo, Tatiana Mollmann e Jordan Frisbee. Percebendo o interesse dos brasileiros em aprender a dança, ele viu a possibilidade de um investimento em sua carreira e no dia 31 de dezembro do mesmo ano, embarcou rumo a Nova York para passar um mês fazendo aulas particulares do ritmo. “O que acho mais legal do west é que ele é um diálogo, não é igual aos outros ritmos de dança de salão, aonde o homem manda e a mulher obedece. A mulher pode propor movimentos, ela tem muita liberdade para interpretar a música da maneira dela, desde que mantenha certo padrão na marcação universal, sem interferir no que o homem está fazendo”, explica.

Previous ArticleNext Article
Diretora do portal Dança em Pauta | Jornalista formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, atuando na área desde 1997 como repórter, redatora e assessora de comunicação. Trabalhou em publicações segmentadas na área de entretenimento e cultura em Curitiba-PR, Maringá-PR e São Paulo-SP. Em 2010, lançou o portal Dança em Pauta com a proposta de empregar seu conhecimento em comunicação para divulgar a dança. É coautora do livro “200 anos de Dança de Salão no Brasil – Volume 4” (2012), organizado pelo pesquisador Marco Antonio Perna.

0 Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Send this to a friend