Notícias, Videodança

Videodança mistura pessoas de 4 a 80 anos e bailarinos profissionais investigando seus corpos e casas

De 30/04 a 23/05, a ‘Cia Damas em Trânsito e os Bucaneiros’ apresenta a série de videodanças “Tempo Submerso: Entre Cômodos e Incômodos”, com transmissão no canal do YouTube do Centro de Referência de Dança da Cidade de São Paulo (CRD). Na obra, além dos bailarinos dos grupos, 69 pessoas selecionadas, de 4 a 80 anos, integram o elenco, dançando por suas casas.

Os nove vídeos da programação mostram bailarinos e convidados em investigações entre seus corpos e as suas casas, dentro do contexto do isolamento social, inserindo reflexões e reverberações dos encontros entre gerações. “A dança pôde mover a vida das pessoas na quarentena, manter viva a criação e o fazer artístico”, comenta Ciro Godoy, um dos coordenadores das residências artísticas para o projeto.

A cineasta e bailarina Mariana Sucupira assina a cocriação e a edição dos vídeos. A trilha sonora original instrumental é do músico e compositor Ramiro Murillo. Com violão, viola caipira, rabeca, guitarra, baixo elétrico, programação eletrônica, teclado, sons ambientes e do corpo, ele visita diferentes estilos musicais, como valsa, pop e música regional.

As sessões duram cerca de 40 minutos e, em seguida, rola um bate-papo de meia hora, pelo Zoom, com os integrantes da companhia. O link será compartilhado pelo Youtube após as exibições.

Sobre a Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros
Começou seus trabalhos em 2006, dentro do Estúdio Nova Dança, endereço da geração que começou a investigar, nos anos 1990, a improvisação como possibilidade de dramaturgia para a dança, na cidade de São Paulo. Surgiu como um espaço de criação coletiva, onde desenvolve continuamente, ao longo de 15 anos, uma pesquisa sobre improvisação em dança e música. O pensamento corporal está apoiado, principalmente, nos fundamentos da dança do Contato Improvisação. Integrado por Alex Ratton, Ciro Godoy, Clara Gouvêa, Laila Padovan e Larissa Salgado, o grupo pesquisa como a arte cênica pode ocupar os espaços públicos da cidade, ruas e praças, por exemplo, se relacionar com estes espaços e seus habitantes. A partir disso, discute as relações do indivíduo com os espaços que ele habita e com os coletivos dos quais faz parte. Assim, investiga maneiras de construir uma relação mais íntima com o público, procurando diminuir o distanciamento entre este e o artista e a obra.


O que: série de videodanças “Tempo Submerso: Entre Cômodos e Incômodos”
Quando: 30/04 a 23/05 | sextas, sábados e domingos, 19h
Quanto: gratuito
Onde: YouTube do Centro de Referência de Dança da Cidade de São Paulo

Previous ArticleNext Article

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Send this to a friend