Comportamento, Em pauta

Quando o Cupido sai para dançar…

Dança de salão significa dançar a dois, que requer proximidade, que estimula a sensualidade, que resulta em entrega e… Quem já fez ou faz aulas de dança de salão sabe que estas reticências podem facilmente ser preenchidas com uma simples e prazerosa dança para dama e cavalheiro, sem qualquer envolvimento posterior, mas sabe também que, nesta equação, é inegável que a soma destes fatores mexe com as emoções e sensações dos envolvidos, tornando o território mais propício aos relacionamentos. Se os namoros iniciados neste meio terão sucesso, aí vai depender de cada casal, mas o Cupido parece gostar de dançar e está sempre dando uma mãozinha.

Jorge e Yeda

No caso do advogado Jorge Lima Junior, 23, a ajuda veio pela internet. Ele conheceu a designer de moda Yeda Priscila, 30, em uma prática de West Coast Swing, em que trocaram poucas palavras durante a dança. Como não a viu mais, recorreu ao Facebook para encontrá-la. “Ela se apresentou como Priscila e no Facebook estava como Yeda, então foi difícil de achar. Marcamos várias saídas, mas sempre acontecia algum imprevisto e ela desmarcava. Na verdade ela não estava botando muito fé em mim”, declara entre risos. Passados três meses da prática de dança em que se conheceram, o casal se encontrou novamente na festa de um ano da Dança em Pauta e, a partir deste dia, não se separaram mais. Em dezembro de 2011 decidiram morar juntos e o casamento já está marcado para 2013. E como dizem que em todo relacionamento ambos tem que ceder um pouco para dar certo, como bom casal de dançarinos, ele topou fazer aula de West Coast Swing, o ritmo preferido dela no momento, e ela, se esforçou para encarar as aulas de Tango, a grande paixão dele.

Yeda, que pratica dança de salão desde a adolescência, diz não ter ciúmes de o ver dançando com outras mulheres e comenta que, algumas vezes, até dá dicas para o namorado quando observa ele dançar muito afastado da dama, por conta de sua timidez. Já ele, comenta que, em sala de aula, não tem problemas quanto a treinarem com outros parceiros. “Nos bailes também é tranquilo, mas às vezes rola um ciuminho básico”, confessa Jorge.

Kelly e Daniel Tortora

A professora de dança de salão Kelly, 32, e o fotógrafo Daniel Tortora, 31, casados há cinco anos, comentam que o ciúme é mais comum quando os casais ainda não estão muito acostumados ao ambiente da dança de salão. Os dois se conheceram no colégio, na adolescência, mas foi só 10 anos depois que se reencontraram em uma noite de forró de uma casa noturna e a paixão despertou. Na época ela era bolsista em uma escola de dança e ele trabalhava como fotógrafo da casa noturna. “Hoje em dia, não tenho problemas em assistir ela dançando com outros cavalheiros, é o trabalho dela, mas a primeira vez que a vi dançando zouk foi difícil, porque eu não era do meio, então não entendia aquela coisa de dançar tão próximo e a sensualidade da dança”, diz Daniel. Kelly começou a ensinar alguns passos ao namorado para que pudessem “brincar” nos eventos de dança que ele a acompanhava e, com o tempo, decidiram que o ideal seria ele também fazer aulas. Daniel virou bolsista e foi a vez dela sentir ciúmes. “No começo fiquei com receio, mas no primeiro dia cheguei para toda a turma e falei: digam oi para o novo bolsista, meu namorado Daniel. Foi uma forma divertida de demarcar o território”, conta Kelly entre risos ressaltando que “não é ciúmes, mas quando a gente ama tem zelo”. Hoje, Daniel destaca a diversão de bailar com a esposa: “Dançar com ela é uma sensação de entrega total, posso brincar mais, a obrigação com ela é a gente se divertir e não acertar passos”.

Luiz Gustavo e Renata / Foto: Edu Freire

Comemorando seu primeiro Dia dos Namorados juntos os bolsistas Renata Mattiazzo Gorjon, 22, e Luiz Gustavo Hafemann, 25, se beneficiaram com o “chamego” do forró. Ele ressalta que dançar, com certeza, ajuda na hora de conhecer alguém. “Ao invés de chegar falando o ‘oi tudo bem, você vem sempre aqui’, você chega e tira para dançar. Dançar quebra o gelo pra poder começar a conversar. Não é garantia de sucesso, mas já é um bom início”, brinca ele. Renata complementa: “Você não vai abraçar alguém do nada e começar a conversar. Só a dança vai te proporcionar isso, esta abertura pra chegar perto da outra pessoa”. E tudo o que o casal precisava era este “empurrãozinho” proporcionado pela dança, já que a química se mostrou presente logo na primeira dança. “Eu aprendi a dançar forró saindo com os amigos, não estava acostumado a dançar com o pessoal que faz dança de salão, é bem diferente. Então, fiquei surpreso em como foi bom dançar com ela. Quando terminou, eu disse: ‘você é minha parceira preferida de xote a partir de hoje’”, relata Gustavo.

Rodrigo e Mariama

Namorando há quatro anos o casal Mariama Oliveira, 23, e Waldir Rodrigo Nantes, 23, tem uma vivência muito bem resolvida e prazerosa com a dança a dois. Formados em Educação Física, curso em que se conheceram, ela é assistente em aulas de dança de salão e ele bolsista. “A dança precisa de uma entrega do cavalheiro e da dama, com qualquer pessoa que você esteja dançando, pra fluir bem. É claro que, com quem você tem intimidade esta entrega é um pouco maior, mas pra nós é normal, sabemos que aquela entrega é na dança e não fora dela”, comenta Rodrigo.

E como entre os namorados esta entrega pode acontecer sem receios, o prazer e a diversão proporcionados ao dançar com o parceiro é o comentário unânime dos casais. “Dançar com o namorado tem um gostinho a mais. Ele já te conhece, sabe como é o seu jeito, então você pode aproveitar mais. A química que existe entre o casal acaba refletindo na dança. Se eles têm um relacionamento legal vai ter uma dança mais tranquila que, com certeza, quem está olhando de fora consegue perceber”, relata Mariama. E Rodrigo confirma: “Quando dançamos é uma delícia! Às vezes, a gente faz só o passo básico em um forró, um bolerinho, só dançando juntinho mesmo, e o pessoal vem falar que estava maravilhoso ver a gente dançando. Mas é porque tem esta entrega”, diz Rodrigo.

Depois destes relatos gostosos dos casais a dica neste Dia dos Namorados é uma só, tanto para os solteiros quanto para os compromissados: entregue-se, divirta-se com a dança a dois, hoje e sempre!

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