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Lei do Ventre Livre, cafezal, lundu e batuque estão no espetáculo ‘Brasileirices’, da Cia Livre de Dança

Nos dias 13 e 15/05, às 18h, a Cia Livre de Dança, da Rocinha, apresenta o espetáculo “Brasileirices” no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da companhia. Com coreografia e direção artística de Ana Lúcia Silva, “Brasileirices” passa pela dança, canto, folclore e ritmos característicos da dança afro brasileira, como cafezal, lundu e batuque, para contar a história de um jovem que descobre que nasceu no dia que a Lei do Ventre Livre foi promulgada, mas que passou a vida inteira como escravo. Com percussão a vivo do mestre Alexandre Pires e de Kayo Ventura, “Brasileirices” retrata o período de escravidão e da formação da história do país pelo olhar do negro.

Em cena estão os bailarinos Yara Silva, Gleyce Lima, Junior Andrade, Mayara Arruda, Ana Gregorio e Canela Monteiro, estes dois últimos selecionados em audição realizada em janeiro passado na Cia Livre de Dança. Contemplado com o prêmio Territórios Culturais, “Brasileirices” estreou em 2016 no Quilombo Fazenda Machadinha, em Quissamã, no Norte Fluminense.

Para Ana Lúcia da Silva, apresentar “Brasileirices” em 13 de maio provoca muitas reflexões. “Nessa data, em 1888, foi promulgada a lei Áurea que, juridicamente, acabaria com a escravidão no Brasil. Apesar de ter seu valor histórico, essa data tende a ser vista de uma maneira romanceada. Não podemos deixar de reconhecer que a abolição não resolveu questões essenciais acerca da inclusão dos negros libertos na sociedade brasileira, que reflete diretamente na desigualdade e no racismo estrutural dos dias de hoje. O espetáculo é sobre isso”, reflete.

O espetáculo foi realizado por meio da Lei Aldir Blanc com recursos do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado, Cultura e Economia do Rio de Janeiro.

Sobre a Cia Livre de Dança
Foi criada em 1999, na Rocinha, no Rio de Janeiro, pela professora e coreógrafa Ana Lúcia Silva, nascida e criada na comunidade. Ela desenvolve uma série de produtos sociais com o objetivo de lecionar danças para crianças e jovens da comunidade. Graduada em Licenciatura Plena em Dança pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduada em Psicomotricidade Clínica e Relacional, ela acredita na dança como veículo transformador, e por isso a importância de sempre estudar. Valorizando sempre suas origens, Ana Lúcia Silva tem orgulho de ter representado a Rocinha em eventos nacionais e internacionais, como também ter sua biografia apresentada em uma exposição para mulheres negras nos Estados Unidos.


O que: espetáculo “Brasileirices” | Cia Livre de Dança
Quando: 13 e 15/05, às 18h
Onde: YouTube  | Facebook  | Instagram
Quanto: gratuito

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