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Laboratórios públicos de prática corporal iniciam criação de obra de dança audiovisual

Criar uma obra de dança audiovisual, numa maratona de trabalho de dois meses, é a proposta do projeto “Estio Distopias Coreográficas”, que inicia esta jornada a partir de dois laboratórios públicos e gratuitos de prática corporal, transmitidos ao vivo pela internet, nos dias 25 e 27/01, das 10h às 12h. A condução desta atividade, que objetiva compartilhar e enriquecer o repertório simbólico e corporal para ativação do processo criativo, ficará a cargo dos dançarinos e coreógrafos Neemias Santana e Melissa Figueiredo, que assinam, ao lado de Alana Falcão, a direção artística do vídeo, a ser lançado no mês de abril.

“Estio Distopias Coreográficas” é uma realização do Nii Colaboratório, plataforma de artistas e produtores da dança, articulada com os diversos campos da arte, que desenvolve, a partir de Salvador (BA), ações criativas, formativas, de pesquisa e de difusão. Em 2018, Nii estreou o espetáculo futurista “Estio”, que se elabora a partir da perspectiva de um mundo desolado e em ruínas, onde os recursos são escassos, o contexto geral é ameaçador e pouco conhecido. Esta premissa, que então soa como presságio para os tempos de agora, se atualiza de sentidos na circunstância pandêmica e terá sua pertinência revisitada para concepção do vídeo, uma obra nova, que reunirá 12 artistas da dança e um músico para tratar de futuro, isolamento, precariedade, exaustão, sobrevivência, conflitos. Que respostas ao presente “Estio” pode nos dar?

Para reativar esta reflexão, instrumentalizar a equipe e promover trocas de conhecimentos, os laboratórios online funcionam como ação formativa para pessoas interessadas em corpo, movimento, dança, performance e no universo temático abordado. Os encontros serão realizados em salas virtuais na plataforma Zoom Meeting.

No dia 25/01, o laboratório “Nii/Sinuose”, ministrado por Neemias Santana, vai explorar o conjunto de práticas físicas sinuosas elaboradas a partir das estéticas dos espetáculos “Nada Novo Sob o Sol” (2015) e “Estio” (2018). Práticas de presença e exercícios de atenção serão aliados a estruturas de improvisação em dança e processos compositivos, com ênfase na fisicalidade do gesto, a partir de princípios de circularidade e das qualidades de fluência do movimento.

Depois, no dia 27/01, é a vez do laboratório “Nii/Corpo-Glitch”, orientado por Melissa Figueiredo. “Glitch” é um termo surgido no contexto informático dos softwares e passou a ser usado para indicar falhas no funcionamento de qualquer sistema. Baseado nisso, este encontro vai também se desenvolver a partir das práticas físicas do espetáculo “Estio”, propondo a construção de um corpo em crise, cuja ação básica é a provocação de panes – ou ruídos – no ambiente do qual este mesmo corpo faz parte. O laboratório será composto por exercícios de fortalecimento e controle de tônus muscular, improvisação em dança com foco no desenvolvimento de qualidades corporais fragmentadas, sincopadas, descontínuas ou interrompidas abruptamente, e práticas para bagunçar a linearidade do tempo no movimento.

“Estio Distopias Coreográficas” foi contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.


O que: projeto “Estio Distopias Coreográficas” | laboratórios
Quando: 25 e 27/01, das 10h às 12h
Onde: plataforma Zoom
Link para a sala no dia 25/01 – http://bit.ly/lab-sinuose
Link para a sala no dia 27/01 – http://bit.ly/lab-glitch
Quanto: gratuito
Informações:instagram.com/niicolaboratorio

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