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Ingrid Silva e Mayara Magri participam de bate-papo online com alunos de projeto social

Nesta terça (20/04), às 18h30, as bailarinas Ingrid Silva e Mayara Magri participam de um bate-papo online promovido pela Fundação Lia Maria Aguiar, de Campos do Jordão-SP, que há mais de 10 anos atende gratuitamente cerca de 200 crianças e jovens de baixa renda da cidade. Voltado especialmente para os alunos do Núcleo de Dança da instituição, a ideia é trazer inspiração e incentivo para os alunos, através dos relatos das duas profissionais brasileiras, de talento reconhecido internacionalmente.

Nascidas no Rio de Janeiro e vindas de projetos sociais, ambas descobriram a dança na infância, aos oito anos, e conquistaram bolsas de estudo que lhes abriram grandes janelas para o mundo. “A ideia é mostrar para nossas meninas e meninos que existe a possibilidade de se chegar lá, mesmo não tendo condições financeiras, mas que, para isso acontecer, existe uma dedicação enorme que eles precisam ter. Esse encontro virtual vem como um estímulo para os alunos nesse período de pandemia, para que mesmo em casa, com limitações, continuem estudando, acreditando, tendo um pouco mais de esperança no futuro”, conclui Fabiana Nemeth, coordenadora do Núcleo de Dança.

Sobre Ingrid Silva
Com formação pelo projeto de extensão comunitária Dançando Para Não Dançar, Escola de Dança Maria Olenewa, do Theatro Municipal, Escola Deborah Colker, além do estágio no Grupo Corpo, a carioca Ingrid, filha de pai aposentado da Força Aérea Brasileira e de mãe empregada doméstica, foi a responsável por introduzir a Arte em sua família.

Seu passaporte para a carreira internacional vem através do incentivo de Bethânia Gomes, bailarina brasileira que a incentivou a gravar um vídeo para a companhia multirracial Dance Theater of Harlem, em Nova York. Lá, ela foi selecionada entre 200 candidatas para um curso de férias e, posteriormente, convidada a se mudar para os EUA, aos 19 anos, e integrar oficialmente a companhia.

Morando no exterior há 12 anos, a bailarina é valorizada por sua trajetória e especialmente lembrada por sua luta para que existissem sapatilhas com seu tom de pele, motivo que a levou a pintá-las durante 11 anos. Atualmente, mantém os projetos ‘Black in Ballet’, que dá visibilidade aos artistas negros, e ‘EmpowHER New York’, que busca promover a mudança interior das mulheres.

Sobre Mayara Magri
Seu primeiro contato com a dança foi através do projeto social ‘Dançar a Vida’, da Petite Danse, no Rio de Janeiro. Aos 14 anos, durante um curso de três semanas na América do Norte, participou de um concurso no Ballet Nacional de Cuba. No mesmo ano foi para Nova York, ficando entre as ‘top 12’ de sua categoria. Em 2010, conquistou o título de melhor bailarina do 28º Festival de Dança de Joinville.

Aos 16 anos, ganhou o prêmio de melhor bailarina nos dois mais importantes festivais internacionais de ballet: O Prix de Lausanne (Suíça) e o YAGP (Nova York). Com sua primeira colocação no Prix de Lausanne, conquistou uma bolsa no Royal Ballet School, de Londres, em 2011, onde finalizou seus estudos. Após um ano, foi convidada para integrar a Companhia profissional do Royal, sendo promovida a Artista em 2015, Solista em 2016 e Primeira Solista em 2018.

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