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Ícones do Festival de Dança de Joinville são revitalizados com grafitagem de artistas

Em contagem regressiva para a tão esperada edição de 2021 e com um olhar de integração entre as mais diversas artes, o Festival de Dança de Joinville lançou uma ação cultural com artistas urbanos. As obras “A Sapatilha”, “O Encontro” e um muro externo do Saltare Centro de Dança, todos ícones do evento, foram revitalizados pelos artistas Irmãos Feitosa, Bruno Bilbo e Fox Malinoski.

A primeira obra a ser finalizada foi o grafiti da Sapatilha, revitalizada pelo artista Bruno Bilbo que intitulou sua obra de “Gente”. Segundo o artista, a ideia foi transmitir que o Festival é feito de pessoas, e que todas essas pessoas juntas formam a sapatilha, ou seja, a dança. “Participei várias vezes do ‘Encontro das Ruas’ ─ evento de Hip Hop que acontecia durante o Festival de Dança ─ e é muito massa, hoje, estar fazendo parte disso. Que seja o primeiro ano de pintura da sapatilha e que ano que vem outro artista pinte até que isso se torne uma tradição no Festival”, reflete Bilbo.

Nesta semana, a dupla conhecida como os Irmãos Feitosa iniciou a grafitagem do monumento “O Encontro”, de Antonio Mir, em conjunto com um painel de três metros de altura por cinco metros de largura que fica logo atrás do monumento. A arte, nomeada “O Dente da Dança do Leão”, vai mostrar bailarinas que surgem ao sopro de flores dente-de-leão, uma representação de como é a natureza da dança. “A gente fica feliz de ver o grafiti e a arte urbana tomando conta do Festival e também por podermos contribuir com o nosso trabalho”, completa Eduardo Feitosa.

Já no Saltare, Fox Malinoski, artista há 15 anos, ficou responsável pelo muro externo do Centro de Dança, onde a sua principal ideia é unir a natureza tropical com a dança e transmitir vida. “Eu acho importante perceber a relevância dessas duas vertentes da cultura estarem num só lugar. Ambos trazem vida: a dança também traz cores e a pintura traz os movimentos poéticos em uma sonoridade, digamos assim, visual”, reflete Fox.

É uma preocupação constante do Instituto Festival de Dança que se tenha espaço para diversos movimentos artísticos e manifestações culturais. “Nós trazemos a linguagem do grafiti, há muitos anos, junto com Danças Urbanas porque acreditamos que é um movimento que conversa com o grande público. Tem muito a ver com o Festival de Dança e, este ano, resolvemos dar continuidade, oferecendo grandes espaços para que esses artistas possam expressar seus trabalhos”, explica Ely Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança.

O Festival de Dança de Joinville, que este ano será no formato híbrido, com atividades presenciais e online, começa na próxima terça (05/10) e vai até o dia 16 de outubro.

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