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Grupo Corpo promove temporada comentada online de quatro obras de seu repertório

Depois das séries de aulas e workshops que propuseram um exercício lúdico e relaxante com base nos balés do Grupo Corpo, a companhia mineira anuncia novos encontros online gratuitos com o público por meio de uma minitemporada comentada de obras aclamadas do seu repertório.

Estreando no dia 16/07, com o espetáculo Parabelo, a programação inclui também as obras Gira (13/08), Bach (17/09) e Suite Branca (08/10). As apresentações serão transmitidas pelo canal do Grupo Corpo no Youtube, sempre às sextas, a partir das 19h30. Cada um dos balés ficará aberto para o público, gratuitamente, na semana seguinte ao encontro.

Após a exibição, os coreógrafos Rodrigo Pederneiras (em julho, agosto e setembro) e Cassi Abranches (em outubro) entram ao vivo para conversar sobre os balés, os processos de criação e a companhia em si. Eles irão responder as perguntas do público enviadas durante a live ou, antecipadamente, pelas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter), com a hashtag #grupocorporesponde. A mediação será da bailarina Karen Rangel.

“O mais gostoso vai ser o contato, falar com as pessoas, ao vivo. Essa pandemia que impede o contato com o público é muito difícil para todos. As quatro peças que vamos mostrar são uma bela maneira de recordar e contar histórias, curiosidades e vivências. Parabelo é um balé sobre o sertão nordestino, Gira se baseia na religiosidade afro-brasileira, Bach é a cultura universal e o barroco mineiro, e Suite Branca, criação da fantástica Cassi Abranches, agrega uma outra linguagem contemporânea. É um belo apanhado”, comenta Rodrigo Pederneiras ressaltando que Gira e Bach estiveram no programa da última temporada do grupo antes da pandemia, na turnê pelos Estados Unidos e Canadá.

A temporada comentada é oferecida pela Arcelormittal. O Grupo Corpo tem patrocínio master do Instituto Cultural Vale e patrocínio do Itaú e da Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

Confira a sinopse das obras:

Parabelo (1997)

Parabelo. | Foto: divulgação

Com inspiração sertaneja, Parabelo é, para Rodrigo Pederneiras, “a mais brasileira e regional” de suas criações. A música de Tom Zé e Zé Miguel Wisnik relê cantos de trabalho e devoção, o baião cadenciado e uma miríade de ritmos do Nordeste. No cenário, a estética dos ex-votos de igrejas interioranas que inspira Fernando Velloso e Paulo Pederneiras na composição dos dois painéis, de 15mx8m. Cores intensas – na primeira parte, veladas por um tule negro – estão no figurino de Freusa Zechmeister.

Gira (2017)

Gira. | Foto: divulgação.

Os ritos da umbanda – a mais cultuada das religiões nascidas no Brasil, resultado da fusão do candomblé com o catolicismo e o kardecismo – são a grande fonte de inspiração de Gira, cujos onze temas musicais, criados pelo Metá Metá, são guiados por Exu, o mais humano dos orixás. Mas engana-se quem pensa que vai assistir a uma representação mimética dos cultos afro-brasileiros. Rodrigo Pederneiras (re)constrói o poderoso glossário de gestos e movimentos que pesquisou e observou. Os bailarinos vestem saias brancas de corte primitivo e tecido cru e têm o torso descoberto, na criação de Freusa Zechmeister. Já o palco é uma caixa preta que os intérpretes nunca deixam (quando não dançam, estão às margens do quadrado iluminado palco/terreiro), na concepção de Paulo Pederneiras – quase uma instalação cênica de negro e luz.

Bach (1996)

Bach. | Foto: divulgação

Um jogo entre o barroco de Bach e o barroco de Minas Gerais, no Brasil, se realiza como dança. A coreografia aspira ao que está acima, e a música, ao que está dentro das partituras de Bach e que Marco Antônio Guimarães, o compositor, ajuda a descobrir. Entre azuis, dourados e negros, Bach celebra a arquitetura da vida: fluxo contínuo de onde emergem construções cinéticas surpreendentes.

Suíte Branca (2015)

Vestidos de branco do princípio ao fim do balé, movimentando-se sobre o linóleo também branco e tendo ao fundo um painel cujas saliências e reentrâncias sugerem uma gigantesca geleira, os bailarinos do Grupo Corpo percorrem o instigante emaranhado de temas composto por Samuel Rosa para a trilha de Suíte Branca. A obra marca a primeira colaboração da jovem coreógrafa paulista Cassi Abranches com a companhia mineira de dança. Entre ondulações de braço e quadril, movimentos pendulares, suspensões e quedas, a partitura de movimentos propõe um diálogo com a lei da gravidade.


O que: temporada online comentada do Grupo Corpo
Quando: sempre as sextas, às 19h30
16/07 – Parabelo
13/08 – Gira
17/09 – Bach
08/10 – Suite Branca
Onde: www.youtube.com/grupocorpooficial
* os balés ficam disponíveis até uma semana após o encontro
Quanto: gratuito

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