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Eugenia Feodorova é destaque na estreia da série Coreógrafos do Municipal, do TMRJ

Nesta segunda (26/10), o Theatro Municipal do Rio de Janeiro lança a exposição virtual em formato de e-book “Eugenia Feodorova: a fada camponesa”, sobre a trajetória desta bailarina russa, um dos principais nomes da dança no país. Esta será a primeira exposição da nova série “Coreógrafos do Municipal”, elaborada pelo Centro de Documentação da entidade, com pesquisa de Fátima Cristina Gonçalves e direção de arte de Daniel Benassi.

Eugenia nasceu em Kiev, na Ucrânia, em 17 de outubro de 1923 e iniciou ainda criança seus estudos de balé. Foi primeira bailarina em várias companhias da Europa: Alemanha, Itália, Espanha e França.

E por que escolheu o Brasil para viver?
Porque encontrou semelhanças entre o povo brasileiro e o russo: a alegria, a musicalidade e o gosto pela dança.

A bailarina russa radicada no Brasil Eugenia Feodorova. | Foto: Acervo CEDOC/FTMRJ

Feodorova, carinhosamente chamada de Dona Eugenia pelos bailarinos, tinha uma imagem do nosso país antes de vir pra cá, em 1954. Imaginava uma terra alegre, ensolarada. Mas a bailarina chegou ao Rio de Janeiro no dia da morte de Vargas, em 24 de agosto, em um momento triste, com o país em luto, o que lhe causou, de imediato, uma enorme decepção, superada tempos depois.

Marcada pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Eugenia foi levada para a Alemanha depois de ter os pais e a irmã mais nova assassinados pelos nazistas, em Kiev. Sobreviveu graças à dança, já que na hora do ataque estava em um ensaio, no teatro local.

Na cidade maravilhosa, Eugenia contribuiu e muito com o Municipal através de seu trabalho ao tornar os espetáculos de balé verdadeiras preciosidades artísticas, marcando, historicamente, as temporadas no Theatro. Entre 1958 e 1961, coreografou os espetáculos de bailados das temporadas apresentando, no cinquentenário do teatro, “Le Coq D’Or” e o lendário “Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, feito em quatro atos pela primeira vez na América Latina. Coreografou outros grandes balés como “Descobrimento do Brasil”, de Villa-Lobos, “Lago dos Cisnes” (nas temporadas de 1991 e 2003) e “O Quebra-Nozes”.

Primeira montagem completa da América Latina do balé “O Lago dos Cisnes”, em 1959, dirigida pela coreógrafa Eugenia Feodorova. | Foto: acervo pessoal Irene Orazem – Acervo CEDOC/FTMRJ

Ao longo se sua carreira recebeu diversos prêmios, inclusive o de Cidadã Honorária do Rio de Janeiro (1983) e a Medalha do Mérito Artístico da Dança do Conselho Brasileiro de Dança, associado ao Conseil International de la Danse da Unesco (1986).

A Série Coreógrafos do Municipal, assim como a Série Compositores no Municipal – que já trouxe exposições virtuais em formato de e-book sobre maestros e compositores como Francisco Braga, Richard Strauss e Alberto Nepomuceno – disponibiliza agora imagens e informações importantes do mundo da dança, revelando inúmeras curiosidades que marcaram a memória das temporadas do Theatro.


O que: Exposição Virtual – Série Coreógrafos do Municipal
“Eugenia Feodorova: a fada camponesa”
Quando: a partir de 26/10/20
Onde: theatromunicipal.rj.gov.br

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Jornalista formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, atuando na área desde 1997 como repórter, redatora e assessora de imprensa. Em 2010, lançou o site Dança em Pauta com a proposta de empregar seu conhecimento em comunicação para divulgar a dança. Trabalhou em publicações segmentadas em Curitiba e São Paulo. Desde 2004, desenvolve trabalho de assessoria de comunicação para profissionais e empresas atuando no planejamento e execução de estratégias de comunicação interna e externa, produção de conteúdo, publicações corporativas e assessoria de imprensa.

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