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Enquanto Borbulha: união de conhecimento e imaginação é tema de espetáculo infanto-juvenil

O que vem primeiro: o ovo ou galinha? Quando eu piso no chão, ele me pisa também? Somos planetas, pessoas ou apenas um grãozinho de terra?

Desde que o mundo é mundo questionamos sobre as coisas e o que nos cerca. Partindo dessa inquietação inerente ao ser humano, o Coletivo Mandíbula criou o espetáculo infanto-juvenil “Enquanto Borbulha”, que será apresentado nos dias 07, 08, 14 e 15/05, no Rio de Janeiro. A obra propõe uma reflexão sobre como a imaginação, as palavras e as invenções definem a relação do indivíduo com a sociedade e o meio ambiente em que está inserido.

Encenado e dirigido por Laura Samy e Miwa Yanagizawa (diretora assistente), ambas com significativas experiências na dança e no teatro, respectivamente, este é o primeiro projeto do Coletivo Mandíbula, que inclui ainda a dramaturga Clarice Lissovsky, o diretor musical Rodrigo Maré, a iluminadora Lara Cunha, além da participação do dançarino Bruno Duarte como artista convidado.

A história se desenrola através de perguntas, anedotas e experimentos. Começa a partir da conversa de três cientistas que realizam experiências no interior de um laboratório enquanto falam sobre algumas lembranças e motivações que os trouxeram até ali e os conhecimentos adquiridos durante o processo de pesquisa na vida de cada um. Assim como as crianças, os personagens questionam sobre o movimento das coisas e embarcam em um universo onde uma experiência leva a outra, um gesto leva ao outro, numa teia de caminhos tão rica quanto a criatividade infantil e tão certeira quanto o conhecimento científico.

Ao longo do espetáculo, os atores encarnam figuras variadas e reaparecem como moléculas, sapos, escavadores, deuses… A construção gestual e o constante jogo com as palavras faz dançarem também os seus sentidos. “Criamos imagens que se formam e se desmancham coreograficamente. É uma peça para rir, se emocionar e principalmente, para deixar o imaginário borbulhar”, reflete Miwa Yanagisawa.

Misturando literatura, teatro, música, dança, tradição e atualidade, o espetáculo é uma forma de aproximar as crianças e adolescentes do universo da ciência e da exploração, já que cada um tem dentro de si um cientista, e todo cientista carrega ainda dentro de si, uma criança. “Nosso interesse é incitar qualquer pessoa a querer desbravar o mundo, a querer destrinchar as coisas e, quem sabe, poder pensar que há possibilidade de tocar nesse mundo e criar novos afetos e sentidos para uma paisagem que parecia, ao olhar distraído, inalterável”, explica Laura Samy.


O que: espetáculo infanto-juvenil “Enquanto Borbulha” | Coletivo Mandíbula
Programação:

  • O7 e 08/05, às 15h e 17h30
    Onde: Teatro Armando Gonzaga
    Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511 Mal. Hermes | Rio de Janeiro-RJ
    Quanto: R$10,00 (inteira)
  • 14 e 15/05, às 11h e 17h
    Onde: Teatro Glaucio Gil
    Praça Cardeal Arcoverde, s/n Copacabana | Rio de Janeiro-RJ
    Quanto: R$30,00 (inteira)
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