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7ª Bienal Internacional de Dança do Ceará investe em realidade virtual nas transmissões ao vivo

De 05 a 14/03, com programação 100% online, será realizada a 7ª Bienal Internacional de Dança do Ceará – De Par Em Par, com curadoria do diretor David Linhares e da bailarina e gestora cultural Cláudia Pires. Reconhecida internacionalmente como um dos grandes eventos de dança realizados no Brasil, sua primeira edição foi há 24 anos, em outubro de 1997, e, desde 2008, realiza a Bienal De Par Em Par, um desdobramento da consolidada edição dos anos ímpares.

Da necessidade de adequação ao isolamento social, por conta da Covid-19, surgiu a oportunidade de abrir as janelas da bienal para ser acompanhada online, dentro e fora do Brasil, e de agregar à sua programação uma série de importantes projetos ligados à dança deste e de outros países.

Manter a dança próxima do público sem a sua presença na plateia, levou a Bienal a investir em tecnologia na estrutura de filmagem dos espetáculos. Para isso, será utilizada a câmera VR (Virtual Reality), que se constitui em um conjunto de câmeras que conseguem filmar o espetáculo a partir de várias lentes alinhadas. Essa tecnologia permite compor uma espécie de esfera ótica onde se filma um espaço em 360 graus. É como se o espectador assumisse o lugar da câmera, podendo com isso escolher para onde olhar.

“A utilização dessa tecnologia traz a dimensão dos múltiplos recortes da imagem, abrindo ao espectador a possibilidade de maior interação diante de um quadro que não está pré-definido. O espetáculo é gravado mantendo uma dimensão cênica e o espectador pode navegar, fruir, olhando para onde quer. Isso lhe restitui essa possibilidade que às vezes o olhar da câmera retira, quando enquadra e fixa em um ponto de vista. Isso colocou outras possibilidades em relação à fruição do espetáculo cênico mediado pela tecnologia, é como se o espectador estivesse fazendo várias leituras do espetáculo. Isso não é mais nem menos, é só diferente”, explica o cineasta cearense Alexandre Veras, diretor da transmissão ao vivo.

Seguindo os protocolos de biossegurança recomendados pelas autoridades sanitárias, os trabalhos, transmitidos ao vivo no YouTube, serão apresentados em Fortaleza no Theatro José de Alencar, no Porto Dragão e no Cena 15 – Centro de Narrativas Audiovisuais do Porto Iracema das Artes, equipamentos da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), com acesso restrito às companhias de dança e a equipe técnica. O acesso aos equipamentos a todos os profissionais envolvidos só será permitido após realização do teste RT-PCR (swab), que será oferecido pela Bienal, e a confirmação de resultado negativo de Covid-19.

Além da transmissão ao vivo, a tecnologia utilizada na filmagem vai gerar um arquivo de imagens que possibilitará manter a íntegra dos espetáculos filmados e a produção dos documentários das companhias, que incluem cenas de bastidores, making of e o processo de produção de cada espetáculo.

Espetáculo Mulata, da Cia Dita. | Foto: divulgação.

Confira as apresentações desta edição:

  • Paracuru Cia de Dança apresentando “Praia das Almas” e a nova criação “Inventário de Belezas”, coreografia de Fernando Bongiovanni;
  • Companhia da Arte Andanças, com direção de Andrea Bardawil, em “O tempo da paixão ou o desejo é um lago azul” e “Graça”;
  • Cia Vatá – Companhia de Brincantes Valéria Pinheiro em “233A 720 KALOS”;
  • Alysson Amancio Cia de Dança apresenta em “Cabra da Peste”;
  • Rosa Primo em “Iracema”;
  • Zé Viana Júnior em “CorpoCatimbó”;
  • Clarice Lima em “Intérpretes em crise”;
  • Cia Balé Baião em “Prelúdio para danças caboclas”;
  • Cie. R.A.M.a, de Fabrice Ramalingom, da França, em “My (petit) Pogo”;
  • Cia Dita com os espetáculos “Fortaleza” e “Mulata”;
  • Jorge Garcia Companhia de Dança em “Nihil Obstat”;
  • Teatro Máquina em um de seus trabalhos mais emblemáticos, “O Cantil”;
  • Rosa Primo apresentando “Tudo passa sobre a terra”;
  • Andreia Pires em “Fortaleza 2040”;
  • Edmar Cândido em “Canil”;
  • Wellington Gadelha em “Gente de lá”;
  • Silvia Moura, bailarina, coreógrafa e performer, com o ator, dramaturgo e diretor teatral Ricardo Guilherme em “Se ela dança eu canto”.

Além dos espetáculos, o evento também oferece seminário, com diálogo e cooperação entre pesquisadores brasileiros e portugueses, e uma série de eventos integrados que, juntos, formam uma parte da programação chamada de “Redes Confluentes”. Estes dois eventos agrupam mais de 1000 artistas de 27 países, além do Brasil.


O que: 7ª Bienal Internacional de Dança do Ceará / De Par Em Par
Quando: 05 a 14/03
Onde: canal do evento no Youtube
Programação: www.bienaldedanca.com
Quanto: gratuito
Informações: bienal@bienaldedanca.com

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